vítreos olhares que se aproximam
na confusão das respirações
que se alinham desejosas
e multiplicam-se em chamas
em frações de segundos.
no primeiro desencontro
as pálpebras deslizam devagar
para pousarem delicadas
no poente austral;
no mesmo compasso
os lábios cálidos consomem o mágico ritual:
revelando as línguas ardentes
que no terceiro toque,
tropeçam de leve nos dentes,
para depois se tocarem íntimas
numa cumplicidade mítica,
como a lua ao mar,
num prelúdio sedutor da aurora boreal.
a realidade temporal em cristais de gelo
suspira um mar de sonhos flutuantes
e os olhos oclusos saciam as primorosas imagens
e a quintessência do beijo apaixonante
transcende as mil faces orgíacas da carne.
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